Não me deixes aqui sozinha

depois de me dizeres que o mundo vai ser só nosso.

Estás a ouvir-me? Não te levantes, sequer. Não me olhes assim. Não depois de dizeres uma coisa dessas. E não deixes de me olhar. Estás a ouvir-me? Não ligues às pessoas que passam. Não dês um passo. Não, não vás! E não digas que voltas. Estás a ouvir-me? Não digas nada. Quando se diz uma coisa daquelas, qualquer palavra pode estragar tudo. Talvez não devesses ter vindo aqui hoje. Agora estamos ali os dois, naquele muro, quase a cair. Seja para um lado, seja para o outro: cair sempre foi cair. Parece tão fácil. Não devias ter vindo hoje.

de mais uma tua

2 comentários:

Joana Carvalho disse...

de nada *.*

obrigada eu :)

Deia disse...

Adorei o texto, a escrita e a frase como acabaste. :D Eu, ao contrário dele devia ter vindo hoje e prometo voltar amanhã- gosto cada vez mais desta bolinha de sabão. Estou a ficar viciada. :D

é um vício bom!

Beijinhos e muitos silêncios da existência- são neles que nascem a melhor escrita. :D

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