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looking back.

i thought i would be a game changer.

but, in the end,

the game changed me.


de mais uma tua

so don't think that i'm pushing you away when you're the one that i've kept closest

há só uma frase capaz de te calar. todos os pedidos de explicações, há uma frase só capaz de os apagar. há uma frase que é o centro do meu universo. essa frase far-te-ia saber tudo sobre mim de repente. ela resolve mais problemas que o número do pi. e é a melhor receita de cheesecake do mundo. mas negar-te essa frase custa-me parágrafos inteiros de palavras difíceis. negar-te essa frase dói como todos os universos do mundo vezes o pi. negar-te essa frase faz-te não me compreender, e pesam sobre ti equações impossíveis, eu sei. mas dizer-ta é um abismo em que não sei se quero cair.

de mais uma tua

you're the reason i'm leaving.

um dia vou ter uma conversa contigo começada por
- lembras-te quando
seguida de reticências. no final um ponto de interrogação daqueles que não pedem só um sim ou não. essa conversa vai ter sorrisos de vários tipos, como têm todas, mas o principal e aquele que lhe vai dar o mote virá acompanhado de uma inclinação ligeira da cabeça e o fixar de uma pedra no chão. 

mas serão sempre sorrisos bons. pelo menos assim espero.

de mais uma tua

it is broke before you know it, before you knew what it was for.

troca-me por quem tu quiseres. a sério, não faz mal. quinze dias mediante a apresentação do talão. não tem nada que enganar. vai lá e diz que já estava estragada quando abriste a caixa, que me faltava uma peça, que tinha um risco. vão-te perguntar
- de certeza que não a deixou cair ao chão?
e tu vais dizer que nem sequer me pegaste ao colo. eu assentirei. e eles acreditarão.

de mais uma tua.

Ao som de  "The President" - Snow Patrol.

recipes for shattered hearts.

quebra-lhe o coração aos bocadinhos e diz-lhe que a amas ao pôr-do-sol. olha-a nos olhos e conta-lhe histórias sobre homens que chegaram à lua. deixa marinar. desvia depois o olhar num ângulo não inferior a noventa graus, fixa outra pessoa e ri-te ainda mais acerca de como não queres chegar sozinho a marte. entretanto, faz desprender mais um pedaço de coração.

para finalizar, vira-te. pede desculpa.
e depois torna a fazer o mesmo.

de mais uma tua

Escrito ao som de "Bigger Than Us" - White Lies

Mas ela está lá, só que o teu olhar desilude-se.

Hoje olhei a Cassiopeia tempo demais, num caminho que me afastava de ti. Reparei que uma das estrelas só se vê se olharmos para as outras, e não para ela directamente. Só me notas na relatividade do mundo; se nada existisse, eu também não precisaria de existir. E assim é a estrela: enquanto olhas as outras quatro, vê-la ali ao lado, embora fosca, e sabes que existe uma constelação. Quando orientas o olhar para ela, ela desvanece-se no escuro.

Chamei-lhe "a pressão de ser."

de mais uma tua

Quase preferia ser um pastel de nata sem graça, como as outras.

Sabes o que é? Dizeres-me que sou perfeita e dizeres ao mesmo tempo que tens de ir embora?
-não aguentaria destruir-te.

É gostares muito de bolo de chocolate
mas nem o provar porque tens pena de estragar a cobertura.

de mais uma tua

Escrito ao som de "Hair" - Lady Gaga

Cause, baby, you're a firework.

O que eu gostava de saber era porque estás aqui, hoje. Porque apareceste a horas, um sorriso e um ocupar de lugares vazios ao meu lado. Está uma linda tarde, e o sol faz bem a toda a gente, mas no mundo vejo todas as virtudes de sempre, e em mim só vejo um banco velho de madeira quase sem cor, e que nem sequer tem vista para as papoilas. Só os malmequeres se vêem daqui ao longe, mas desculpa: muitos foram desfolhados pelo meu olhar nos dias em que não apareceste. O que eu gostava de saber era porque não te vais embora agora, o que tem este meu banco sem graça que te faz ficar; o que não tem o resto do mundo?

Este banco é sempre teu, mas o que eu gostava de saber era porque te decidiste sentar agora.

de mais uma tua 

o meu chão vai escapando assim.

este banco hoje tira-me o ar aos poucos.

eu sentada e tu estavas ali, ombro no ombro não foi alucinação. seguravas-me, retinhas-me naquele banco e a certeza de que estavas ali fazia dissipar o meu nevoeiro interior. podia respirar, deixar tudo o que há em mim assentar no fundo de um erlenmeyer, porque no fim só restaria o que de mais puro e feliz reside em nós. podia fechar os olhos e instantaneamente sentir-me num dia de sol nada dúbio. depois nuvens. tu todo nuvens, e eu com aquela sensação com a qual às vezes acordamos sobressaltados à noite porque achamos que estamos a cair. tu nevoeiro imaterial, que não me sustém de todo. ficaram olhos abertos fixos num ponto abstracto no meio do nevoeiro. a pele ainda a sentir o teu ombro a esfumar-se. o coração ainda a sentir a desilusão a percorrer-lhe as válvulas. e eu? eu deitada agora, numa posição desconfortável. eu sozinha, afinal.

de mais uma tua

#5 letter to your dreams

chegas atrasado e eu começo com pensamentos divergentes.

e depois acho que passamos toda a nossa vida num estado supostamente temporário em que nos preparamos constantemente para a chegada de algo melhor.

de mais uma tua

Escrito ao som de "Suddenly I See" - KT Tunstall

I'm just a notch in your bedpost. But you're [not] just a line in a song.

Detesto sentir-me triste. Por isso detesto as pessoas que me fazem sentir triste. Mas acontece que só as pessoas de quem eu gosto realmente é que têm a verdadeira capacidade de me conseguir fazer sentir triste.

Todo o meu ser se contorce em curvas e contracurvas de confusão. Não percebe os dois lados da Lua, porque lhe ensinaram  a só ver um. E as lógicas confundem-se como tintas numa paleta à toa. Percebo agora que este banco de jardim perdeu toda a lógica, tal como perdeu a tinta e alguns pregos, ao longo do tempo. Percebo agora que as nuvens densas que me envolvem às vezes e que me fazem acreditar que vais chegar mais cedo vêm de uma outra dimensão que não a da razão. Todo o meu ser se contorce nas tentativas falhadas de saber porque estou triste, na verdade. Talvez seja afinal porque nunca ninguém nos sabe ensinar a amar e odiar no mesmo tempo e espaço.

Ou talvez seja apenas porque tu estás atrasado, e vamos perder o início do filme.

de mais uma tua

#12 letter to the person you hate the most

Será por isso que espero sempre aqui por ti?

Normalmente as pessoas felizes nunca escrevem, vivem. Só as tristes não têm energia para viver e se põem a escrever, sentadas em bancos de jardins, mesmo no Inverno quando ameaça chover e ninguém anda na rua. As pessoas tristes nem têm energia para se levantar.

Adivinha qual delas sou.

de mais uma tua

Over and out.

Mas odeio-te por seres assim um inconsequente distraído. E odeio-me por ser assim uma romântica incurável.

Depois, odeio o mundo por todas as outras razões que faltam.

de mais uma tua

Palavras.

Irritam-me as tuas palavras monocórdicas mortas e miseráveis, arrastadas pelos cantos de uma casa por onde nunca ninguém quer passar. Irritam-me as tuas palavras escritas a sussurrar e desprovidas de olhos nos quais eu possa olhar - e ter mais um bocadinho de certezas. Irritam-me as tuas palavras esvoaçantes leves e inúteis que o vento fez mudar de rumo antes de me roçarem a pele. (Não que eu quisesse que me roçassem a pele essas tristes tão tristes gotas de nada que escorrem do teu rosto a sorrir, quando me pedes para não te deixar.) Irritam-me as tuas palavras que me pedem para não te deixar, e irritam-me todas as outras não-palavras - porque não são dirigidas a mim - que pedem igualmente, mas aos outros, para ficar. Irritam-me as tuas palavras iguais tão iguais a toda a banalidade do mundo. Irritam-me as tuas palavras fáceis decoráveis e escritas num qualquer banco de jardim com chaves que abrem coisas triviais como casas.

Quero, ao invés, palavras difíceis que enrolam a língua e a elas trazem atrelados sentimentos difíceis demais para repousarem num jardim. Quero-as articuladas devagar, como uma vela que arde à noite e sopra desenhos de fumo sem fim. Irritas-me tu, porque as tuas palavras não são minhas, e nem sequer são assim.

de mais uma tua

#29 letter to the person you want to tell everything to,
but you're too afraid to

It's a sad, sad situation.

Eu deixo que a minha vida seja demasiado influenciada por ti. Sofro as consequências, claro, e até agora não me tenho importado muito. Mas desculpa, fazer as coisas em função de ti tem de acabar, se tu não consegues mudar um bocadinho o teu rumo, por mim. Se fosse outra pessoa, eu não me importava, mas és tu.

Bolas, és tu! 

de mais uma tua

Nunca me chames princesa.

Gosto e não gosto que me faças isto. Sinto-me esplendidamente bem e aterradoramente mal. E tudo isto é demais para mim. É demais para mim. Quando eu sou só uma. Só uma, a sentir isto tudo.

Hoje colapsei.

de mais uma tua

#20 letter to the one that broke your heart the hardest

It's okay. I'm fine.

Tenho a necessidade de arranjar para mim própria premissas categóricas e irrefutáveis. Frases às quais eu me possa agarrar quando estou menos segura. (Repara: não insegura, menos segura.) Frases como
-eu sei o que quero
ou como
-o céu é azul.
Frases que são a minha lata de atum, o meu rádio e a minha caixa de primeiros-socorros caso haja uma catástrofe. Frases que grito a mim própria até à exaustão, até acreditar plenamente nelas, quando sinto que vou cair. Hoje não estás aqui, mas deixa lá. A frase que grito hoje a mim mesma é a seguinte:
-tu gostas de mim
nem que seja só um bocadinho. 

de mais uma tua

#10 letter to someone you don't talk to as much as you want to

É que o mundo inteiro grita o contrário.

Ontem perguntaste-me que olhar era este com que te olhava. Eu disse que não sabia, como digo sempre que quero dizer-te algo, mas tenho medo que não estejas à altura de o ouvir. (Vês? Tu percebes quando te olho de maneira diferente. Isso devia significar algo, mas não.)

Quando te foste embora, respirei fundo. Cada vez que olho para ti, suplico-te quase que me digas que estou enganada. Que
- there's a 'we' in us
afinal.

de mais uma tua

Ambivalências.

You love me 'cause I'm different,
yet you ignore me 'cause I'm not like her.

de mais uma tua

Sugerido pelo The RP

On time, always.

E se um dia vieres aqui e eu já cá não estiver? Como me vou sentir nessa altura, ao saber os ecos dos teus gritos por mim, e ao saber que estivemos quase? Eu não saio daqui. Não quero que sintas a minha ausência como eu tenho sentido a tua.

Gosto demasiado de ti para te deixar chegar tarde demais.

de mais uma tua
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