E a minha cor, essa perdeu-se na tua.

Sabes o que foi? Entrelaçámo-nos de tal modo que nos perdemos a nós próprios. Foi um nó tão bem dado que quando nos desatámos não sabíamos que cordel era o nosso. É como quando misturas plasticina de duas cores em espirais alucinantes. Ao princípio é bonito, mas depois se continuares a misturar ficas com uma só cor, a maior parte das vezes feia. Nós fomos assim. Misturámo-nos demais e deixámos de nos definir a nós próprios. Tudo estaria bem se acabasse bem. As nossas cores eram perfeitas juntas se as tivéssemos sabido manter com sabedoria. Mergulhámos demais, tudo ficou emaranhado. E é quando o nó se desata que percebemos o quanto imersos estávamos um no outro. O quanto a falta de oxigénio nos fez mal. É aí que olhamos para trás e percebemos que o que parecia certo afinal estava errado.

S.

5 comentários:

Joana ' disse...

O problema é quando nos entregamos em demasia... Depois, quando as coisas não resultam, já não há volta a dar. Acabamos sempre por sofrer....

Gostei muito

marta filipa disse...

Sim, são aqueles pormenores, que são os melhores.

Sofia disse...

ai... (suspiro) :(

Nés, disse...

tenho alguns textos que falam exactamente disto, quando nos fundimos deixamos de ser nós.
Gostei muito !

Luisa Corte Real disse...

Tenho receio de o dizer, pois contra mim falo, mas acho que tens razão!
Mas o que será melhor?Não entregar o coração, para mais tarde não sofrer, ou deixar que as cores se fundam sem pensar nas consequencias do amanha e ser feliz nem que seja por instantes?
Ainda estou para descobrir a resposta a essa pergunta.

Bjocas grandes pra ti

Invisible Woman (55) Alice (49) One more (49) Carolina (37) S. (33) Amy (19) Dee Moon (7)