when you're happy like a fool, let it take you over.

voltei lá outra vez. disseste-me que nunca devia voltar aos sítios onde era feliz, e no caminho eu percebi porquê. da primeira vez que caminhei naquela estrada, ia sem saber o que me esperava. ao regresso, vinha feita balão inchado de ar a subir em direcção ao céu, e no entanto a caminhar pelos meus pés. agora lá ia eu outra vez, não cheia de ar eu própria, mas a encher balões e a largá-los ao vento, como se dali a pouco me tornasse neles outra vez. não seriam possíveis sonhos mais altos que aqueles; não seria possível pessoa mais louca que aquela, a querer esticar a felicidade como se fosse uma fisga
-era a pedra agora bater-lhe nos olhos, a ver se aprendia.
ou era agora a pedra que eu lançasse bater nos balões e rebentá-los todos, e de lá sair o quê? eu outra vez, saíres tu, sair a paz no mundo ou um dia de sol, sair chocolate quente ou um duplo seis. disseste-me que nunca devia voltar aos sítios onde era feliz, e tinhas razão, claro, os olhos negros são feios de se ver. mas os sítios vão acabar por se esgotar, e se eu não apontar aos balões, como saberei de que sou feita?

Carolina*

3 comentários:

Afonso Reis disse...

Amei *

Daiane Silveira disse...

Poesia pura parabéns... Acessem o meu blog também...

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Daiane Silveira disse...

Poesia pura... Amei seu blog..

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