Baby, don't be late for tea.

Falta alguma coisa e talvez no fim não culpe ninguém. Mas não me apetece orbitar mais em teu torno. Não me apetece tropeçar por te seguir. Outra vez. Não me apetece querer ser-te tudo, agora. Mas continuo a querê-lo, inevitavelmente. E depois as tuas palavras cheias de tudo ecoam na minha mente quando te alcanço ao longe, embora tu nem olhes na minha direcção. Depois tu não estás aqui comigo, mas as tuas palavras rodeiam-me e envolvem-me e fazem-me acreditar que nunca te esfumaste, que por um momento habitamos fisicamente o mesmo espaço. E eu quase que consigo sentir esta mentira como verdade. Eu quase que te vejo ao longe a deixar-me para trás e quase que acredito que vens para me salvar.

Mas o meu sempre nunca foi o mesmo que o teu.

S.

2 comentários:

Lua Escondida* disse...

Esse S. é de Sara, certamente. Senti cada palavrinha...

Inês de Carvalho disse...

oh my god. Só posso dizer que amei, amei mesmo!
Pode parecer tão simples, mas acho que nunca li algo tão bom neste mundinho ;)
beijinhos*

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